Os desaparecidos
Outra expectativa em torno do recomeço dos trabalhos na Assembléia Legislativa, é se algum dos deputados sumidos irão aparecer. Os mais esperados são : Marcelo Tavares (PSB), Joaquim Haickel (PMDB), Antonio Pereira (DEM) e Afonso Manoel. Esses quase não comparecem ao trabalho. Ainda tem os que comparecem, mas é como se não estivessem presentes.
Ausência certa !!
O único parlamentar que ninguém vai estranhar sua ausência é o deputado Paulo Neto (PSB). De volta ao olho do furacão, acusado de comandar um esquema de corrupção no município de Presidente Vargas, Paulo Neto foi novamente representado junto à Comissão de Ética da Assembléia, por quebra de decoro parlamentar. Desta vez o representante foi o PMDB, partido do líder da oposição na Assembléia, deputado Ricardo Murad (PMDB). Eles querem a perda do mandato de Neto.
Na guilhotina
Há rumores de que desta vez, dificilmente o deputado Paulo Neto escape das acusações. Quando foi representado pela primeira vez pelo deputado Raimudo Cutrim (DEM), as investigações se limitavam apenas se ele havia negociado ou não, cheques com outro parlamentar. Nada ficou provado e o processo contra Paulo Neto foi arquivado pela Mesa Diretora. Diferentemente do que ocorreu com o primeiro processo, este conta com provas contundentes, até do Banco do Brasil provando que era ele quem negociava com os cheques da prefeitura de Presidente Vargas.
Para recordar !!
Homem de fibra, Raimundo Antonio Vieira da Silva, depois que rompeu com José Sarney, não se dobrou como muitos já fizeram e ainda fazem. Mesmo sofrendo as conseqüências, resistiu firme em suas convicções e prosseguiu. Inclusive, ele foi um dos deputados que no colégio eleitoral de 1985, que elegeu Tancredo e Sarney, votou na chapa de Maluf e Aureliano Chaves. Votaram também com Maluf, Nagib Haickel, pai do deputado estadual Joaquim Haickel (PMDB) e o senador Edson Lobão (DEM), atualmente o aliado mais próximo do clã sarneyista.
Escrito por mmfvieira às 19h20
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